Médico residente que disparou arma em hospital e feriu paciente no Paraná tem prisão substituída por internação
Justiça determina internação de médico após tiros em hospital em Umuarama O médico residente Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, que atirou contra um o...
Justiça determina internação de médico após tiros em hospital em Umuarama O médico residente Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, que atirou contra um ortopedista durante uma consulta no Hospital Cemil, em Umuarama, no Noroeste do Paraná, teve a prisão preventiva substituída por medida cautelar de internação provisória, conforme decisão da Justiça. No dia 15 de abril, Gabriel estava sentado atrás do profissional, quando disparou. Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o tiro atingiu de raspão a cabeça de uma paciente de 58 anos que estava no consultório. Relembre abaixo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A decisão judicial desta segunda-feira (25) prevê que o médico permaneça internado, inicialmente, por 90 dias, em um centro médico indicado pela defesa. Nesses três meses, devem ser enviados relatórios mensais sobre a evolução clínica de Gabriel. A Justiça também estabeleceu que uma eventual alta hospitalar deverá ser comunicada imediatamente ao Judiciário. A substituição da prisão ocorreu após a perícia psiquiátrica solicidata pela Justiça apontar insanidade mental. Em nota, o Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Umuarama, informou que recorrerá da decisão. O g1 entrou em contato com a defesa de Gabriel e aguarda retorno. Residente foi identificado como Gabriel Damasceno Camargo. Com ele foi encontrado o revólver e diversas munições. Reprodução/Redes sociais/PM-PR Disparo durante consulta e fuga Segundo o tenente-coronel Carlos Peres, a situação aconteceu durante o terceiro atendimento realizado pelo residente ao lado do ortopedista, em 15 de abril. "Nem o médico, nem a paciente que estava sendo atendida, perceberam ele sacando essa arma. O médico disse que só percebeu um estampido forte e viu que a paciente estava ao solo", informou a polícia. Depois do disparo, o residente fugiu a pé. Durante a fuga, rendeu um motorista, fez outro disparo contra o chão e roubou o carro. Ele foi encontrado pouco tempo depois e preso em flagrante. Com o suspeito, a polícia apreendeu um revólver calibre 32 com seis munições, além de outras 17 intactas e duas deflagradas. Conforme a PM, Gabriel não tinha porte de arma e o revólver não possuía registro. A paciente, de 58 anos, passou por atendimento médico e, no dia 27 de abril, recebeu alta hospitalar. LEIA TAMBÉM: 'Esse é meu': vereador Lórens Nogueira é filmado recebendo dinheiro vivo de funcionária VÍDEO: influenciador ouve som das Cataratas do Iguaçu pela primeira vez com aparelho auditivo Entenda: mulher pega carona em aplicativo e polícia descobre contrabando de emagrecedores Caso foi registrado dentro do hospital Cemil, em Umuarama. RPC/Roberto Porto À época dos fatos, o Hospital Cemil informou que o caso foi um "incidente isolado". A assessoria da unidade divulgou também que Gabriel será desligado do programa de residência médica. Leia na íntegra: "A Associação Beneficente São Francisco de Assis / Hospital CEMIL vem por meio desta Nota Oficial informar incidente isolado ocorrido em suas dependências na tarde de hoje, envolvendo um disparo de arma de fogo. A Polícia Militar foi imediatamente acionada e o caso está sendo devidamente apurado pelas autoridades competentes, com as quais esta instituição de saúde colabora integralmente. O hospital reforça que repudia qualquer tipo de violência e/ou conduta que contrarie seus princípios institucionais e informa que medidas cabíveis estão sendo tomadas, também, no âmbito interno. Por respeito aos direitos dos envolvidos e ao sigilo das investigações, não serão fornecidos detalhes adicionais neste momento. A instituição permanece à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades e reafirma seu compromisso com a segurança, a ética e a qualidade no atendimento", diz a nota. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) disse também à época, em nota, que vai instaurar uma sindicância para apurar a situação. Confira: "O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informa que está acompanhando o caso e irá instaurar processo de sindicância para apurar as circunstâncias do fato ocorrido. Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas. Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.