Megaoperação com mais de 40 mandados mira tráfico e homicídios em Curitiba; uma pessoa morreu em confronto

Confronto termina em morte em Curitiba Um grupo suspeito de envolvimento com homicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro é alvo de uma operação rea...

Megaoperação com mais de 40 mandados mira tráfico e homicídios em Curitiba; uma pessoa morreu em confronto
Megaoperação com mais de 40 mandados mira tráfico e homicídios em Curitiba; uma pessoa morreu em confronto (Foto: Reprodução)

Confronto termina em morte em Curitiba Um grupo suspeito de envolvimento com homicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro é alvo de uma operação realizada na manhã desta sexta-feira (24), no bairro Parolin, em Curitiba. Durante a ação, houve um confronto e uma pessoa morreu, segundo a Polícia Civil (PC-PR). Conforme a investigação, a organização era comandada por homens que conseguiram transferir o cumprimento de pena para Maceió (AL) e, mesmo fora do estado, continuavam dando ordens à distância. Entenda mais abaixo. ✅Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A ação da Polícia Civil (PC-PR) e Polícia Militar (PM-PR) ocorre de forma simultânea em Curitiba, Itapema (SC) e Maceió, com apoio das polícias civis e militares locais. Ao todo, são cumpridos 41 mandados, sendo 13 de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e 13 de bloqueio e sequestro de bens. Cerca de 150 agentes participam da operação, que também conta com helicópteros e cães de faro. Até a publicação desta reportagem, 11 pessoas haviam sido presas. Investigação Megaoperação com mais de 40 mandados mira tráfico e homicídios em Curitiba; uma pessoa morreu em confronto PCPR De acordo com as apurações, iniciadas em junho de 2025, o grupo passou a dominar o tráfico no bairro Parolin após um confronto com uma organização rival. A partir disso, imóveis da região teriam sido usados como pontos de armazenamento de drogas e armas, além de servirem como base para as atividades do grupo. Segundo a polícia, o comando da organização ficava com dois integrantes que deixaram o Paraná após alegarem ameaças de morte. Mesmo em Alagoas, eles continuariam coordenando as ações no bairro, enquanto outro membro ficava responsável pela execução das ordens no dia a dia. Ainda segundo a investigação, o dinheiro obtido com o tráfico era enviado para o Nordeste, onde sustentaria um padrão de vida luxuoso das lideranças, que não tinham renda formal. Para esconder a origem dos valores, o grupo utilizava familiares e empresas de fachada, além de depósitos em dinheiro e transferências entre várias contas, estratégia que dificulta o rastreamento. LEIA TAMBÉM: R$ 30 milhões em multa: STF condena pastor e empresário a 14 anos de prisão por organizarem ônibus para atos golpistas do 8 de janeiro Laranjeiras do Sul: PRF descobre 'fundo falso' com mais de 440 iPhones e outros celulares Foz do Iguaçu: Receita apreende 10 mil anabolizantes em fundo falso de veículo Dinheiro e ligação com mortes Em uma das ações ligadas à investigação, os agentes encontraram quase R$ 500 mil em espécie em um imóvel no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. No local, também havia máquinas de contagem de dinheiro e porções de drogas. Além do tráfico, o grupo é apontado como responsável por homicídios em Curitiba e na Região Metropolitana. Um dos casos investigados é a morte de um líder de grupo rival e do filho dele, em março deste ano, em Almirante Tamandaré. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.